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 Mensagem de Pai João de Aruanda - 5

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MensagemAssunto: Mensagem de Pai João de Aruanda - 5   Qua 20 Maio 2009, 00:46

Do livro “Alforria” - Robson Pinheiro, pelo espírito de Pai João de Aruanda

MANDINGA OU COISA FEITA?

No dia-a-dia de meus filhos, nego-velho ouve muitas reclamações de que são vítimas de ‘coisa feita’. Até parece que os filhos gostam de sofrer processos obsessivos. Pensando bem, talvez seja mandinga mesmo. Coisa feita pela forma que meus filhos vêem a vida e as questões espirituais. Tem gente que deposita tanta fé na feitiçaria e na mandinga, que concentra sua atenção a tal ponto na ação das trevas e do mal, em quase tudo, que acha que está sofrendo ataque externo. Isso, muitas vezes, é visão distorcida da realidade. E, ainda que exista um mal feito, uma ação das trevas contra meu filho, nego-velho pergunta: será ação das trevas externas ou internas?

O sofrimento não seria da ignorância de meu filho ou da necessidade de ressaltar a si mesmo? Muitas pessoas não obtendo atenção de forma construtiva, elaboram na mente uma falsa realidade, passando a realçar o lado negro e sombrio da vida espiritual. É a velha desculpa ou transferência de responsabilidade para a mandinga ou para algum suposto obsessor que o persegue. Os problemas que esses filhos enfrentam ganham dimensão exagerada em virtude de sua necessidade de chamar para si a atenção que não obtêm diariamente.

Outros atribuem suas dores a mandinga, feitiço ou ação do mal. Em sua maioria, tais casos são resultado de um comportamento relapso, de deslizes cometidos de modo constante ou simplesmente falta de responsabilidade em algum âmbito da vida pessoal. Nego-velho encontra cada desculpa por aí... Não é que a temida mandinga ou coisa feita tem uma utilidade que nego desconhecia? Disfarça a preguiça e dificuldade em promover mudanças e outras coisinhas semelhantes. Observe: o perdedor sempre repete o método de ação, isto é, roda o mesmo filme e espera que o final seja diferente. Mas, nego-velho afirma que já é hora de aprender a lidar com a ávida de maneira mais elegante, em vez de procurar desculpas para o que ocorre. É preciso valorizar as coisas boas e não as forças das trevas e afins. Coisas boas não são os grandes feitos – nego se refere às coisas simples realizadas com o coração.

A propósito de colocar o coração naquilo que se faz, nego-velho é forçado a comentar algo sobre sentimentos e emoções – coisas distintas e tão confundidas. Com freqüência meus filhos carregam certos eventos de um enorme conteúdo emocional, especialmente os mais drásticos; deixam-se transtornar facilmente e
em vez de socorrer o outro, acabam sofrendo em seu lugar. Esteja atento, meu filho – tudo é possível; ninguém está imune a percalços e dificuldades, principalmente se considerarmos os fatores cármicos de cada um. Coisas agradáveis e desagradáveis se revezam na vida de todos, sem que isso forçosamente tenha a ver com invasão das trevas ou feitiçaria.

Pai-velho observa que muitos se deixam levar pela onda de pieguice, como se fosse um indício de sensibilidade extraordinária ou um amor acima da média. Amor não é melodramático e compaixão não se confunde com pesar. Apoiar o próximo não é evitar que ele enfrente as provas e situações educativas que a vida lhe reserva nem tomar para si as dores alheias. Cada um traz seu problema para solucionar e o fator desafio ou dificuldade é indispensável à reeducação da alma. Quem sabe o que vai à alma de cada um? Filho, amadureça seu espírito e compreenda a necessidade de cada um encarar seu passado. Ofereça o ombro amigo, o apoio incondicional, mas sobretudo, a compreensão dos problemas humanos. Não faça das trevas o bode expiatório nem atribua tudo ao obsessor. Não culpe o outro, o obsessor ou quem quer que seja e não tente impugnar toda dificuldade que ocorre a feitiçaria, mandingas ou pajelanças.

FEITIÇO MENTAL

Você conhece o boicote à própria felicidade? Pois nego-velho vê todo dia alguns filhos inventando pretextos para o fracasso. Quando se vêem envolvidos por situações complicadas, aflitivas ou problemáticas, meus filhos procuram imediatamente alguém para jogar a culpa. Esse gesto evita ter que assumir a própria parcela de responsabilidade naquilo que se deixou de realizar com o devido empenho ou de forma ética. É o patrão que persegue, o colega que boicota, alguém que não gosta de você ou um feitiço que atrapalha a vida. Mas, quando as coisas vão bem, então foi você quem venceu sem ajuda.

Há muita gente que se boicota o tempo todo. Com idéias derrotistas, desculpismos e com isso adiam o sucesso e a felicidade. Quando a pessoa preenche a mente com esse tipo de imagem, ela afasta de si a vitória, não se permitindo conquistá-la. Na verdade, está a operar uma magia mental muitíssimo eficiente contra si mesma. Ao observar os fatos sobre esta ótica, meu filho, vemos que o maior inimigo do homem é ele próprio, ao mascarar a realidade com desculpas e tentar despertar a comiseração dos outros em sua relação.

Mas, quando meus filhos buscam ajuda espiritual e os guias falam abertamente a respeito, muitos se chocam, avaliam que o guia é fraco ou que foram mal compreendidos. Em lugar de ouvir e mudar, preferem efetuar tarefas específicas, tais como rezas, penitências, promessas, banhos, despachos e barganhas, que são inócuas para este fim. Pois que desta forma, eximem-se de sua realidade íntima; é tentador fazer um ‘trabalho’ que satisfaça, muito mais fácil que se enfrentar, ter coragem de admitir seu equívoco e reconhecer a necessidade da mudança. Não surte efeito algum pretender enganar a vida ou fazer barganhas com os bons espíritos, tentando fingir sermos bonzinhos e que nunca fizemos nada para merecer o que passamos. Nem tudo na vida é questão de merecimento, meu filho. Compete a nós viver muita coisa como processo educativo, que nos conduz a um entendimento mais amplo sobre nós mesmos e o universo.

Todavia, é preciso acreditar na vida e aguardar o momento certo, pois quem ceifa hoje resultados positivos não é porque seja uma boa pessoa, espiritualizada ou cheia de graça e dotes especiais. Seguramente ela aprendeu a semear no silêncio, perseverou em seus esforços e reforçou sua convicção de que é possível ser vitoriosa e feliz; investiu e cultivou seu trabalho com fé, certa de que o tempo haveria de fazer germinar suas sementeiras e trazer frutos compatíveis com a qualidade daquilo que plantou. Tudo está na mente, no pensamento, na persistência e na resolução de permanecer fiel às disposições otimistas, mesmo ante os momentos mais graves, sem abdicar daquilo de bom que se abriga na intimidade.

O boicote à vitória e à felicidade de meu filho está em si mesmo. O feitiço que se cria com idéias derrotistas é tão intenso que nenhum trabalho externo de magia poderá desmanchar aquilo que se fixou em sua tela mental. Não perca tempo com comportamentos místicos e disfarces, já que você tem tanta bagagem em seu interior que merece reciclagem. Nem tudo deve ser descartado, mas apenas algumas idéias ultrapassadas e daninhas à sua realização pessoal. Aprimore-se na magia mental do bem e do auto-amor e não desista jamais de trabalhar pelo bem comum.
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